https://casadamusica.com/event/fest-press-start/
Animix, dia dedicado ao anime, videojogos e edição independente, integrado no Festival Press Start — Casa da Música.
Tudo começa numa paixão — por um jogo, uma personagem, uma história. No (im)PRESS START, essa paixão ganha papel, tinta e forma. Sama, junto com outros artistas e autores, integra esta mostra de publicações com o livro, OBRIGADO BELPHEGOR e com algumas de suas impactantes impressões...
Na mesma programação, no início da noite ocorrem as INTERVENÇÕES SAMÂNICAS!
As INTERVENÇÕES SAMÂNICAS são performances artísticas criadas e protagonizadas por Sama, que contam com a participação do músico David Veredas e da cineasta Luísa Sequeira. O trio também se apresenta como os AYAHUASCA DETECTIVES, nome dado por Sama, inspirado num de seus personagens de Banda Desenhada, o Detetive Ayahuasca. A apresentação remete a um ritual xamânico, mas num contexto experimental e contemporâneo, onde práticas artísticas analógicas misturam-se com procedimentos mais tecnológicos, proporcionando ao espectador uma reflexão sobre a ancestralidade, a nossa condição presente e possíveis especulações futuristas. Durante a performance o público contempla uma assemblagem de procedimentos plásticos como, desenho, pintura, manipulação de objetos, leitura de textos, com musica imersiva e projeções de Cinema Expandido.
Obrigado Belphegor é o título que inaugura a nova série de livros independentes de Sama.
INVENTÁRIO DO FIM DO MUNDO é o título de uma exposição do duo de artistas, Sama & Luísa Sequeira, que ocupou a Galeria Porto ao Porto no decorrer de Novembro de 2025 na cidade do Porto em Portugal. A exposição teve a curadoria de Fabiano Fernandes e da Oficina Imperfeita. “Inventário do Fim do Mundo” é uma alegoria ao fim do mundo, nos parâmetros ocidentais que nós conhecíamos até então, pois, segundo os próprios artistas, sob a força dos recentes factos e eventos sócio-políticos-econômicos da história, chegamos a um ponto de ruptura irreversível.
A miscelânea de linguagens e suportes das obras, mostram ao público as possibilidades e o poder crítico da Arte Contemporânea, quando aplicados por artistas engajados sobre as questões de seu tempo. Na exposição podemos contemplar desenhos, pinturas, objectos, instalações e vídeos, que ao longo dos anos vieram a construir um corpo de trabalho, tanto coletivo como individual, de obras artísticas que diferem-se nas questões formais, mas se encaixam na definição de anti-hegemônicas.
Nesta ocupação da Galeria FFAC (@_portoaoporto), o público contemplou uma exposição que foi composta na sua maior parte, por trabalhos inéditos da dupla, Sama & Luísa Sequeira, onde encontramos referências ao Cinema B, à Política, às Distopias da Ficção Científica, BDs etc… Temas caros a ambos os artistas, que vão da observação crítica e poética da realidade quotidiana, como as emergências de Estados Policiais para qual rumamos, a perda de direitos sociais adquiridos, até os cenários de conflitos reais que estão a ocorrer como Palestina e Ucrânia, além dos latentes cenários de tensão na Venezuela e Taiwan. Há na exposição uma denúncia, e ao mesmo tempo, um convite à reflexão sobre o mal-estar geral deste primeiro quarto de século XXI no Norte Global. Parte das obras da exposição nos são apresentadas como uma releitura de referências à Cultura Pop, mas não num aspecto nostálgico, mas sim de uma forma mais ácida e demolidora, expondo os efeitos das tendências tecno-neoliberais, que aceleram o colapso ambiental e o declínio do modo de vida ocidental. Entretanto, há espaço para um vislumbre de esperança, numa reverência ao sagrado feminino e a nossa ancestralidade comum.
Luísa Sequeira nasceu em Portugal. É realizadora, artista visual e curadora de cinema. Transita em diferentes plataformas; vídeo, filme, teatro, fotografia e colagem, explorando as fronteiras entre o digital e o analógico. Tem uma especialização em realização de documentários e um doutoramento em Arte dos Media.
Sama (Eduardo Felipe Dutra) é um artista brasileiro que vive e trabalha em Portugal. Integrou a geração 2000 da Escola de Artes Visuais do Parque Lage no Rio de Janeiro. Sua produção constitui um “Atlas”, que se desdobra por linguagens e dispositivos como: Desenho, Pintura, Escrita, Colagem, Performance, Objeto, Teatro, Arte Sonora, Comix e Cinema Experimental. Seu interesse é referente ao impacto da cultura de massas na poética contemporânea, mas a partir de um ponto de vista periférico e anticolonial. Sama integrou exposições individuais e coletivas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Lisboa, Porto, Beja, Londres, Mindelo e Viena. Participou em várias bienais, entre elas; a I e a II Bienal Internacional de Histórias em Quadrinhos do Rio de Janeiro, sob o nome "Eduardo Felipe", e as: Bienal de Arte Contemporânea de Gaia e Bienal Internacional de Arte de Cerveira, sob o pseudônimo, "Sama".
BAD CINEMA no MATE Festival...
Elon é uma obra de videoarte construída com poesia, música, composição visual, arte sonora, espírito crítico e até um pouco de humor ácido que tenta captar o Zeitgeist destes tempos de realidades virtuais, ameaças reais e os seus heróis artificiais.
texto, conceito original e realização: Sama
voz e guitarra: Carlos Lopes