Quem é Sama?

 

Sama é o "ghost artist" do artista contemporâneo brasileiro Eduardo Felipe Dutra. Eduardo Felipe iniciou sua carreira profissional trabalhando como ator no teatro, com passagens na televisão e no cinema. Porém, há quase 20 anos, sob o alter ego de "Sama" a sua produção autoral configurou-se num verdadeiro "Atlas", que desdobra-se por diversas linguagens e dispositivos artísticos, como desenho, pintura, escrita, colagem, performance, objeto, arte sonora, vídeo e cinema.

Os seus interesses são referentes ao impacto da cultura de massas na poética contemporânea. O olhar reactivo de Sama sobre este fenómeno nos é apresentado a partir de uma perspectiva periférica, carregada de um humor ácido, mas sempre ancorado numa reflexão ressignificativa, e geralmente acompanhada de um forte cunho político e social.

Após os prémios do XII Salão Universidarte e do XV Salão Carioca de Humor com o trabalho,"BIN LADEN BRADESCO" ambos em 2004, Sama ao longo da sua carreira, tem participado de diversas exposições individuais e coletivas de arte contemporânea em cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Lisboa, Porto, Beja, Londres, Mindelo e Viena, entre outras. Dentre as suas exposições individuais mais recentes destacam-se "BLACKS FROM OUTER SPACE" no Centro Cultural do Mindelo (Cabo Verde, 2019), "KILL THE PRESIDENT" nos Maus Hábitos (Porto, 2019), "DETECTIVE AYAHUASCA" na MASC FOUNDATION (Viena, 2022) e "I DON’T DREAM IN A.I." na Galeria Extéril (Porto, 2024). Em 2020 além de integrar o elenco da peça/exposição A.N.T.I.G.O.N.A, produzida pelo TEP (Teatro Experimental do Porto), Sama produz várias pinturas e objectos de arte em parceria com a cenógrafa Catarina Barros, que estiveram em exposição no Teatro Carlos Alberto no Porto. No ano de 2021, Sama foi um dos artistas convidados para a 4ª Bienal Internacional de Arte de Gaia, onde integrou a exposição "A Democracia é uma obrigação de todos os dias" com a curadoria de Valter Hugo Mãe. Em 2024, Sama foi também um dos artistas selecionados para a 23ª Bienal Internacional de Cerveira, onde apresentou a obra "SORRIA".

Além da sua produção expositiva, Sama publicou livros e zines de comix que já foram distribuídos no Brasil, França e Portugal como, A BALADA DE JOHNNY FURACÃO Editora Flâneur (Brasil 2011), NADA A TEMER auto-edição (Portugal/Brasil 2016), A ENTREVISTA Edição Mundo Fantasma (Portugal -1º ed. 2015/ 2ª ed. 2018), MONDO SAMA Editora Noir (Brasil 2018), TRANZOMBA/DETETIVE AYAHUASCA auto-edição (Portugal 2022) entre outros... Juntamente com a sua companheira, Luísa Sequeira, fundou a OFICINA IMPERFEITA, um espaço localizado na cidade do Porto dedicado ao desenvolvimento e prática de arte de viés anti-hegemónico. Em parceria, lecionam workshops de cinema e apresentam filmes experimentais e documentários em diversos países, como Portugal, Noruega, São Tomé e Príncipe, França, Alemanha, Reino Unido e Brasil.


Ainda no campo audiovisual, Sama também se destaca pelas suas performances de desenho e mise-en-scène ao vivo, denominadas "INTERVENÇÕES SAMÂNICAS", como a realizada no Círculo Sereia – Anozero da Bienal de Coimbra (2024) e em diversas edições dos CONCERTOS DESENHADOS no Festival Internacional de BD de Beja. Para além disso, Sama tem-se dedicado à realização de filmes experimentais, entre os quais se incluem a série de animação erótico-noir de 13 episódios "Motel Sama" co-realizada com Luísa Sequeira, que foi produzida e exibida no Canal Brasil, a curta transmídia "Detetive Ayahuasca", o vídeo-protesto "SK8 for Freedom" e o videoclipe "Elon", este último em parceria com o músico Carlos Lopes (Dorsal Atlântica). Sama também é o responsável pelas animações, assemblages e ilustrações do documentário O QUE PODEM AS PALAVRAS de Luísa Marinho e Luísa Sequeira, filme vencedor do Prémio do Público na 20ª edição do DocLisboa (2022).



ELON by Sama & Carlos Lopes

www.youtube.com/watch?v=Bxt_Y0ZIdAM

ELON - A work of art by Sama & Carlos Lopes created with poetry, music, visual composition, sound art, critical spirit and even a bit of acid humor that tries to capture the Zeitgeist of these times of virtual realities, real threats and their artificial heroes. / Um trabalho de arte por Sama & Carlos Lopes construído com poesia, música, composição visual, arte sonora, espírito crítico e até um pouco de humor ácido que tenta captar o Zeitgeist destes tempos de realidades virtuais, ameaças reais e seus heróis artificiais.

SORRIA - (Smile, you are being recorded)

 


Sorria - Trabalho selecionado para a 23ª edição da Bienal Internacional de Arte de Cerveira que tem como tema, "És Livre?" 

Bienal de Cerveira

Instagram 

"I DON`T DREAM IN A.I." Exposição Individual na Galeria Extéril no Porto...

Uma instalação constituída por desenhos, colagens e notas a tinta-da-china e lápis, sobre pedaços de papel e páginas destacadas, que reunidos, formam um organograma fragmentado ao estilo dos clássicos filmes noir de detectives e de ficção científica. Esta exposição de Sama com curadoria de Teixeira Barbosa, apresenta ao público temas relevantes para o artista, como o impacto da aceleração tecnológica, realidades paralelas, crises ambientais e sociopolíticas, guerras, entre outros, todos juntos e misturados numa perspectiva crítica anticapitalista. Esta instalação dá seguimento aos tópicos explorados pelo artista em exposições anteriores, como "Kill The President" (Porto), "Blacks From Outer Space" (Mindelo) e "Detective Ayahuasca" (Viena).

Bruce


 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bruce por Sama - Nanquim e acrílica sobre retalho de papelão de embalagem do Ikea, com acabamento em vidro, 35X27cm.

An Indy Horror Comix by Sama...



 



 

 

 

 

 

 

 

 

MAPPING International Graphic Narratives on Gender Violence 

My outlaw horror comic book,"Tranzomba/Detetive Ayahuasca" becomes an object of study in the academy, how unexpected! Que onda ver o meu zine proibidão, TRANZOMBA/DETETIVE AYAHUASCA no projeto “Using graphic narratives in feminist activism against gender-based violence” da Dr Nicoletta Mandolini, investigadora do CECS na Universidade do Minho.