Monstros mitológicos do Brasil...

O Ardil 22 de Moro - Artigo de Brian Mier para o Brasil Wire...











O camarada jornalista, Brian Mier a desmascarar elegantemente a imprensa gringa, (não só os States, mas vale para a Europa também), na tentativa deles de reabilitar o ex-Juizeco e ex-ministreco, Sérgio "facho" Moro, para se tornar uma possível opção para concorrer à presidência em 2022, sim o horror não pára... Para ler na totalidade o artigo do Brasil Wire, que é subversivamente ilustrado por este que vos escreve, basta clicar no link sob a imagem.

Seria o coronavírus mais uma arma da Guerra Híbrida?















China, Iran, Russia entre outros euro-asiáticos são países estratégicos das novas Rotas da Seda, o motor contemporâneo da economia mundial do sec. XXI, que visa mais o desenvolvimento em bloco, a partir do comércio e parcerias em desenvolvimento tecnológico e troca de matérias-primas, do que a aposta no velho modelo colonialista bélico, herança européia potencializada ao máximo na expansão imperialista dos Estados Unidos. Seguindo este raciocínio, o epicentro da crise do coronavírus ser na China, seria só um golpe de azar sofrido pelos orientais? Ou o coronavírus seria uma arma perfeita, pois além de atacar os concorrentes da aliança americano-sionista, em breve também irá impossibilitar a aglomeração de pessoas para realizarem protestos em massa contra os efeitos do capitalismo ultra-liberal, que vem crescendo em várias partes do planeta... Um ardil anti-revolucionário, a moda malthusiana que alguns progressistas verdes gostam muito, olha o Thanos aí... Pois como alguns especialistas já especulam, o efeito da "paragem das máquinas" beneficia o meio ambiente e junto com o desejo fascista de morte que impregna a espuma dos dias atuais, justificaria um tipo de "solução final", eliminando uma parte da população humana do planeta, seria a parte fraca? A entrada do coronavírus na Europa via Itália, deve-se às inúmeras relações que os chineses tem com o país de Marco Polo... Ah, mas os norte americanos e europeus, eles iriam por em risco os seus também? Claro que sim! Coloque na conta alguns cidadãos do primeiro mundo como efeito colateral, para dar veracidade, comoção e desvio de foco. Lembrem-se do 11 de Setembro, talvez o ponto de início desta estratégia, "a la Ozymandias",  da ameaça maior que faria as nações adversárias se unirem para combater um inimigo comum, tese que norteia as decisões do mundo ocidental até agora, com base em contra-informação, espionagem, fakenews, Estados Policiais, Guerra ao Terror, ISIS etc... Fica no ar a resposta, se em algum momento os libertadores deste novo Anjo da Morte, vão conseguir controlá-lo... Bem, tudo isto é só uma teoria, às vezes, acordo pensando nestas coisas, mas já tomei café e li as notícias, para relaxar... E olha só a coincidência, cientistas de Israel e dos EUA declaram que já estão trabalhando numa vacina, ou um anti-viral que pode neutralizar a ameaça biológica, não é incrível! São mesmo muito ligeiros, os israelitas e os americanos, mas levando em consideração a hipótese, que eles próprios podem ter desenvolvido tal engenho, é compreensível... Mas ironicamente, é do Brasil e de Cuba que uma esperança sinaliza, aguardemos... Voltando as notícias, no Mediterrâneo a guarda costeira da Grécia e não só, empenha-se em não salvar refugiados à deriva, isso mesmo, missão de "não salvamento!" E no Brasil, continua a escalada na matança de indígenas e ocorrências de feminicídios, além do regular extermínio de pobres e negros... Na primeira semana de março de 2020, um mês pautado por manifestações, tivemos o assassinato de Daniquel Oliveira, líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), pela Polícia Militar, a mesma corporação que há poucos dias, amotinou-se no Ceará, matando quase 200 civis, com as bençãos do Ministro da "Justiça" Sérgio Moro, enquanto o Sociopata Bolsonaro, Presidente sem talento, veste-se de palhaço, também sem graça, no corpo de outrem e distribui bananas, para desviar a atenção e seus falhanços na administração do país, mas principalmente do caso dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes entre outras falcatruas, nas quais ele e a sua família estão implicados... Será que todos eles apostam que o anjo exterminador, coronavírus, irá conseguir salvá-los deles próprios? Leio também que, na pré-eleição dos partidos nos USA, os Democratas parecem preferir, um segundo mandato de Trump, do que apostar em Sanders, reforçando a máxima que, é mais fácil acabarmos com o planeta, do que ousar repensar o Capitalismo ou quiçá, criar uma alternativa para ele...
Melhor eu parar por aqui... E enquanto consigo, vos recomendo: Make Love, Not War (tradução: Viva as Mulheres, Abaixo o Machismo!)

Sem Memória

O artista e a obra. Foto: Luísa Sequeira






Sem Memória, colagem sobre tela, 120 x 100. Foto Luísa Sequeira
























Sama explicando o Brasil para os europeus, como um país que sofre um processo de apagamento da própria memória.














"Sem Memória" é o título do meu trabalho na Mostra coletiva UIVO. TERRITÓRIO é o tema desta edição.
Meus agradecimentos a todos os envolvidos neste fantástico evento, em especial a curadora, Cláudia Melo e sua competente equipa. A questão no meu trabalho é sobre o território da memória, ou melhor, da falta dela no Brasil. Mas isso foi apenas o meu pretexto para a produção desta obra, fiquem à vontade para interpretá-la como quiserem, agregar significados, sentidos etc...

BLACKS FROM OUTER SPACE

 Blacks from outer space by Sama














Em BLACKS FROM OUTER SPACE, a nova exposição de Sama apresentada no Centro Cultural do Mindelo, em Cabo Verde, vemos uma continuidade de abordagem do artista, sobre temas sociais, assim como em KILL THE PRESIDENT e CRISES INFINITAS, mas desta vez, mais focada na questão do negro na cultura popular contemporânea. Sama apresenta uma série de desenhos velozes, com técnicas variadas, na sua maior parte, feitos a negro, que sugerem um novo referencial narrativo, anti-hegemônico, onde vemos homens e mulheres, negros, mestiços e orientais, ocupando lugares de destaque no imaginário popular, como: heróis dos comics e do cinema de aventura intervindo no nosso mundo como protagonistas, provocando desta forma, uma descolonização do olhar domesticado do espectador.
Num  processo de reapropriação, Sama traz para o discurso da chamada periferia mundial, elementos outrora roubados pelas potências culturais hegemônicas, como por exemplo, o modernismo tropical de Burle Marx e Oscar Niemeyer, largamente usado para dar o ar futurista da série clássica de TV, Star Trek. Além disso, identificamos também, o saldo antropofágico de séculos de colonização transmutados em ditaduras estéticas…
Esta e outras questões da modernidade alternativa, (altermodern) estão presentes, nos traços e manchas de Sama.

Luísa Sequeira

CRISES INFINITAS por Sama e Luísa Sequeira














































Nos anos 80 os criadores Marv Wolfman e George Perez abraçaram a hercúlea missão de organizar o elenco e a cronologia da editora americana, Detective Comics. Crisis on Infinite Earths era o título da saga em BD, que tinha como objectivo organizar as linhas narrativas, além de estabelecer novas origens para os personagens da editora, como: Superman, Batman e Wonder Woman entre outros, que existiam em várias versões, em realidades paralelas, compreendendo um multiverso de possibilidades temporais. Numa leitura análoga, podemos identificar algumas similaridades nas crises do capitalismo e seus efeitos… Como por exemplo, sua versão utópica representada nas democracias liberais e suas versões sombrias no terceiro mundo. A explicação para isso, chega-nos através das narrativas dos media, das corporações, dos políticos e até mesmo por parte da comunidade intelectual, que para nos impingir suas interpretações deste fenómeno contemporâneo, que é a condição sine qua non de permanente estado de crise do Capitalismo, criam as mais espetaculares estórias para justificá-la. As análises, quase sempre feitas através de um ponto de vista hegemónico, no qual estamos todos submetidos e integrados, ou como actores, ou como agentes passivos, são nos impostas como hipóteses de soluções para as Crises. Realidades paralelas ocupando o mesmo mundo numa miríade de possibilidades pseudo-utópicas, que sempre nos afastam da questão fundamental, que é o contínuo processo de precarização do trabalho, aprofundamento do abismo social em nome do capital e a progressiva (des)humanização das pessoas, como efeito do impacto Neoliberal na vida de todos e no próprio planeta.

Os artistas, Sama e Luísa Sequeira, que já desenvolvem um trabalho no âmbito artístico e experimental em parceria há alguns anos, apresentam no sput&nik, a exposição: CRISES INFINITAS. Um conjunto de peças entre: desenhos, vídeos, objetos e pinturas reunidos com o propósito de fazer-nos reflectir sobre o impacto deste ataque estético hegemónico na periferia do chamado mundo livre e seus reflexos e como nós, meros humanos respondemos contra isso usando o humor, a apropriação e a crítica social através de uma releitura poética do género da ficção científica.

Sput&Nik the Window - Maio de 2019